28.6.06

Período difícil antes de cantar a vitória.

Se foi colocada a pedra, sem problemas, coloque mais uma sobre essa que está no meu caminho. Eu passo.

Se será colocado fogo, sem problemas. Eu me esfolo, mas passo.

Se quiser testar minha habilidade na água, sem problemas, eu aprendo e passo.

Se for vento, a história se repetirá.

Ah, querida vida! Em vinte anos vividos como esses foram, ainda não percebeu o quanto sou capaz de aguentar?

Pra quem mata um leão por dia, o que é viver senão superar?

24.6.06

.

E foi naquele instante, sem esperar. Depois da festa, logo após a festa, querendo mais festa. Acabou. Acabou pra sempre. E não acabou por causa da festa. Acabou porque acaba pra todo mundo

.

20.6.06

Reflexo laranja sobre a rotina.

Os minutos vão passando e eu não sei o que fazer. Já é tarde, eu bem sei, mas não quero me mexer.

Tô afim de contemplar, lembrar os dias vividos e contar as histórias das borboletas brancas por mais de dez vezes. Disso eu não me canso.

Quero ouvir o CD preparado (pasme!) denovo e denovo e denovo.

Quero cantar e dançar. Passe-me logo essa taça de vinho pra completar.

Vamos passar pela ponte escura? Tenho que desenhá-la com aqueles lápis de cores! Lá não tinham fantasmas. E mesmo que tivesse, tenho certeza de que eram laranjas.

Laranjas foram os dias. Laranjas serão os dias. Todos os dias. Os dias todos. Dias laranjas. Serão todos.

12.6.06

Postagem da terceira hora

A expectativa é de que os dias passem depressa até quarta. Não, não me importo que o jogo do Brasil passe rápido. Não me importo que a prova chegue rápido também.

O fato é que quero 150 km/h até quarta 23:59h.

E depois disso... ah, e depois disso...

Que todos os segundos sejam nossos, que todos lugares sejam apropriados para beijos sem fim. E que não haja relógio para dar toque racional em nada.

Lá, onde os passarinhos cantam sem serem ofuscados. Onde o despertador não toca e onde não se corre da chuva.

Lá, onde eu espero ansiosamente por estar...

Lá cujo nome é...

(Rs! P.S. Isso faz parte do jogo, claro!)

8.6.06

Instinto.

E na ânsia de fazer daquele o seu melhor momento (ela sempre fazia assim), espalhou ao seu redor objetos vermelhos e concentrou uma pequenina luz para dar o toque.

O momento era somente dela. Só dela. A intenção era a mesma que um leopardo tem. Os olhos que olham por baixo e as unhas que se preparam atiçam outra visão frente ao rosto de menina.

Ela deseja se lançar. Ela deseja se sentir, Ela deseja se refletir na pele de outro. Ela deseja ser desejada.

O sangue quente que já corre por todo aquele corpo, agora feroz, sai de si. E vai voltando ao poucos. E não quer voltar.

Começa a pensar no próximo ataque. O prazer egoísta sacia por pouco tempo.

1.6.06

Vozes.

Ao passado, falo baixinho, como quem fala a quem se quer bem, a quem se quer ensinar. Digo-lhe que errei. Mas errei tentando acertar.

Ao presente momento, não sei como falar. Agora sinto medo desse momento ser passado e errar. Mas tudo bem. O tom de voz é doce, como a vida deve ser. E se eu estou errando, eu juro, foi querendo acertar.

E ao futuro, ah, meu Deus, eu tô gritando! Ajude-me a não errar. Não tenho todo o controle que gostaria sobre ele.

O tom de voz é pensamento. E pensa que o que fiz ontem e tô fazendo hoje vão cair sobre mim. Que não sejam erros. Que sejam tentativas bem sucedidas.

Que seja perfeito, que não seja vida.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...