Acordou, seguiu a rotina e foi fazer o que era parte dela. Na verdade, era rotina, mas era também um dos momentos mais prazerosos do dia.
Levantou a tábua com carinho, sentou no vaso e soltou um "ai" seguido de um peido. A bosta formada pela comida de ontem queria sair.
Mas naquele dia algo aconteceu. Um distúrbio intestinal causado por não sei o quê fez surgir uma merda seca, daquelas que rasgam o orifício apertado. Puta que pariu - foi o que ele disse.
Antes de levantar, usou duchinha ao invés de papel.
As coisas às vezes não acontecem mesmo do jeito que a gente quer.
(Uma homenagem ao meu terceiro período no curso de Economia. Ainda bem que a dor no cú sempre passa).
28.7.06
25.7.06
Na tentativa de uma pessoa.

Na tentativa de falar de pessoas, muitas pessoas passam pela mente. Tento falar das pessoas que passam ali e aqui, além das que passam aqui dentro.
Na tentativa de falar de pessoas, lembro das que passam sem que eu as conheça, lembro das que não passam e eu conheço e ainda penso naquelas que não quero conhecer.
Na tentativa de falar de pessoas, classificar é bem difícil.
Na tentativa de sentir as pessoas, tudo é mais bonito.
20.7.06
No momento em que a meleca escorre do nariz.
Rebeca Meleca, acostumada a fazer tudo acontecer e não aceitar o não da vida como resposta, continuava a dar murro em ponta de faca.
Rebeca Meleca se cansou. E tá aprendendo quem nem tudo é do jeito que a gente quer. E que nem tudo depende da gente.
Ao invés de dar murros e machucar a mão, resolveu arremessar as facas bem longe. E ela quer ir pra longe de tudo também.
E Rebeca Meleca enquanto lê o texto que acabou de escrever, acha tudo estranho e ri. Ela é turrona mesmo. Já tá se levantando, já foi buscar as facas novamente.
Rebeca Meleca se cansou. E tá aprendendo quem nem tudo é do jeito que a gente quer. E que nem tudo depende da gente.
Ao invés de dar murros e machucar a mão, resolveu arremessar as facas bem longe. E ela quer ir pra longe de tudo também.
E Rebeca Meleca enquanto lê o texto que acabou de escrever, acha tudo estranho e ri. Ela é turrona mesmo. Já tá se levantando, já foi buscar as facas novamente.
19.7.06
Ela é nordestina, mora em Niterói, mas ama o Rio...
É com olhos de menina que a moça sempre olha o Centro do Rio quando está por lá.
Mesmo quando era todos os dias e nos mesmos horários era assim. Mesmo com pressa.
A moça baixinha até de salto alto, gosta da sensação de ver tudo tão alto. O monte de gente com várias caras e um monte de gente sem cara.
Ela gosta dos palhaços das ruas e da rua verde, pequenina rua verde, onde seu amor comprou uma vez pequeninas plantas verdes.
Ela gosta do monte de coisa que tem pra ver e gosta também de saber que não viu tudo.
Agora, que só vai lá uma vez ou outra, tudo parece ainda mais bonito.
A imaginação toma conta da mente de menina que a moça tem. Os cortiços ganham moradores e as ruas viram poesias, em meio a tanta gente, em meio a tanto tudo.
A moça volta de barca e pensa nesse texto. Torce voltar logo, logo.
Mesmo quando era todos os dias e nos mesmos horários era assim. Mesmo com pressa.
A moça baixinha até de salto alto, gosta da sensação de ver tudo tão alto. O monte de gente com várias caras e um monte de gente sem cara.
Ela gosta dos palhaços das ruas e da rua verde, pequenina rua verde, onde seu amor comprou uma vez pequeninas plantas verdes.
Ela gosta do monte de coisa que tem pra ver e gosta também de saber que não viu tudo.
Agora, que só vai lá uma vez ou outra, tudo parece ainda mais bonito.
A imaginação toma conta da mente de menina que a moça tem. Os cortiços ganham moradores e as ruas viram poesias, em meio a tanta gente, em meio a tanto tudo.
A moça volta de barca e pensa nesse texto. Torce voltar logo, logo.
16.7.06
Meus números.
Eu escrevo muito mesmo.
Escrevo aqui, nos pensamentos e falando com alguém.
Escrevo quando canto, quando sonho e quando danço - e danço muito também.
É que aproveito o mundo com essas partes, quando tenho que pensar em números.
Não transformo nada em números. Eles é que se tranformam.
E brincam comigo porque gostam desse meu jeito. Eles também sabem dançar.
Escrevo aqui, nos pensamentos e falando com alguém.
Escrevo quando canto, quando sonho e quando danço - e danço muito também.
É que aproveito o mundo com essas partes, quando tenho que pensar em números.
Não transformo nada em números. Eles é que se tranformam.
E brincam comigo porque gostam desse meu jeito. Eles também sabem dançar.
14.7.06
Testemunho de quem sabe onde está.
Está em todo canto.
Está na lua com moldes de galhos e plantas numa noite de quinta-feira regada a meio litro de vinho.
Está no conhecer gente nova com vidas e vindas diversas.
Está na minha planta que nunca morre, mesmo depois de pancadas e dias de sede de água e de luz. Mesmo estando em cima da mesa do escritório.
Está na água fria que cobre o corpo pela manhã. Mas só se a manhã agregar um outro rosto sonolento na minha cama.
Está nas loucuras vividas, essas que são segredos de dois.
Está na aula chata que me faz crescer espiritualmente ao exercitar a paciência, e que um dia vai ser lembrança bonita da minha construção.
Está nas oportunidades que caem do céu e na ansiedade de ver dar certo.
Está no final da menstruação e no cabelo novo.
Está no sorriso saudável daqueles que amo (risos com bocas e rabo).
Está em muitas e muitas outras coisas.
Está aqui.
Está dento de mim.
Está na lua com moldes de galhos e plantas numa noite de quinta-feira regada a meio litro de vinho.
Está no conhecer gente nova com vidas e vindas diversas.
Está na minha planta que nunca morre, mesmo depois de pancadas e dias de sede de água e de luz. Mesmo estando em cima da mesa do escritório.
Está na água fria que cobre o corpo pela manhã. Mas só se a manhã agregar um outro rosto sonolento na minha cama.
Está nas loucuras vividas, essas que são segredos de dois.
Está na aula chata que me faz crescer espiritualmente ao exercitar a paciência, e que um dia vai ser lembrança bonita da minha construção.
Está nas oportunidades que caem do céu e na ansiedade de ver dar certo.
Está no final da menstruação e no cabelo novo.
Está no sorriso saudável daqueles que amo (risos com bocas e rabo).
Está em muitas e muitas outras coisas.
Está aqui.
Está dento de mim.
7.7.06
IN - FELICIDADE.
E dos muitos pensamentos que rondam minha cabeça dura e saem pelas orelhas grandes depois de processar o que por elas entrou, pego no ar e trancrevo apenas um:
"Perseguir a infelicidade é não afastar-se dela."
Com todos os sentidos que isso possa carregar.
E com o ego ferido, coloco-me entre o "in" e o "felicidade". Afasto o primeiro e constato um sorriso. Eu sei quem eu sou. Eu sei o que eu sinto. E você, sabe?
"Perseguir a infelicidade é não afastar-se dela."
Com todos os sentidos que isso possa carregar.
E com o ego ferido, coloco-me entre o "in" e o "felicidade". Afasto o primeiro e constato um sorriso. Eu sei quem eu sou. Eu sei o que eu sinto. E você, sabe?
5.7.06
O pássaro, a cadela e eu.
Aprendi hoje com um ser muito especial,coisas especiais. E isso ocorreu assim:
Estava com ela no mesmo momento em que o passarinho bonito (apesar de marrom), se esforçava pra voar. Como não conseguia, resolveu andar por cantinhos onde não pudesse ser pisado. Eu ri, alegre, participando daquele cenário simples em meio a prédios e carros. Ela também riu e observava também. Ela riu com o rabo, mas o sentimento era o mesmo que o meu.
Entendi depois o porque dela nem querer ir atrás do passarinho marrom. Do porque ter preferido observá-lo e rir comigo. E isso aconteceu enquanto ela passeava na areia...
Na hora de voltar pro chão duro, ao se deparar com o muro, não tão grande, mas grande pra ela, algo travou. A minha amiga não queria subir, não podia subir, da mesma maneira que o passarinho não podia voar. Eu insisti e ela sentou: também sabia procurar um cantinho onde não fosse pisada. Eu a peguei no colo e ri com a boca ao mesmo tempo em que ela ria com o rabo.
O companheirismo previne mesmo algumas dores. E o tempo consertará as limitações.
Estava com ela no mesmo momento em que o passarinho bonito (apesar de marrom), se esforçava pra voar. Como não conseguia, resolveu andar por cantinhos onde não pudesse ser pisado. Eu ri, alegre, participando daquele cenário simples em meio a prédios e carros. Ela também riu e observava também. Ela riu com o rabo, mas o sentimento era o mesmo que o meu.
Entendi depois o porque dela nem querer ir atrás do passarinho marrom. Do porque ter preferido observá-lo e rir comigo. E isso aconteceu enquanto ela passeava na areia...
Na hora de voltar pro chão duro, ao se deparar com o muro, não tão grande, mas grande pra ela, algo travou. A minha amiga não queria subir, não podia subir, da mesma maneira que o passarinho não podia voar. Eu insisti e ela sentou: também sabia procurar um cantinho onde não fosse pisada. Eu a peguei no colo e ri com a boca ao mesmo tempo em que ela ria com o rabo.
O companheirismo previne mesmo algumas dores. E o tempo consertará as limitações.
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