31.8.06

Aconteceu no dia de número 334...

"- Quem é a mulher da sua vida?

- Você.

- Quem é a mulher das bolhas de sabão?

- Você.

- Quem você vai amar pra sempre?

- Você.

- Quem é o homem da minha vida?

-Eu.

- Quem é o homem das bolhas de sabão?

-Eu.

- Quem é que eu vou amar pra sempre?

-Eu. "


... e acontecerá para sempre, mesmo que no intervalo do almoço, na fila do banco, no caminho para o trabalho, em meio às provas ou às dívidas, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, em qualquer lugar.

27.8.06

Boneca sem cor.


Viu nela o olhar de uma crise:

A crise social.

O dilema racial.

A esperança sobre os ombros curvados.

A magreza sem beleza.

Os olhos que riram para o meu sorriso.

23.8.06

Ao meu pai.

Levantei como de costume: pelo lado esquerdo da cama. Me dirigi ao calendário adaptável e marquei o "23 de agosto". Logo acima do calendário, duas fotos. A primeira conta um dia na cachoeira, dia que não lembro, mas me sinto em seus braços. Na segunda, há uns dois anos, me vejo maior e você mais cheinho e com menos cabelo.

Comecei meu dia com você.

Rezei bastante e chorei de saudade. Abracei e beijei seu rosto e te olho agora enquanto escrevo.

Continuarei pensando durante todo o dia, enviando por energia todo o meu amor e desejo que você viva muito, muito, pra que possa receber de perto o meu carinho.

Te amo. Pra sempre.

20.8.06

Cidade dos Sonhos

Antes de fechar os olhos para a eternidade, os fechei para sonhar.

Sonhar com as oportunidades que não tive, com as pessoas que não me ajudaram, com o meu sucesso fracassado, com o meu cabelo mal arrumado. Mas como artista, otimista artista, consegui fazer desse filme o filme contrário. Nesse filme, até eu era feliz.

Foi o meu maior espetáculo antes desse momento.

Tudo acabou quando abri os olhos... vi a casa vazia, malcheirosa e olhei no espelho a imagem de quem eu não conhecia.

Não faço isso senão pelo motivo de fechar os olhos e voltar àquele sonho novamente. E faço dessa maneira para que o fim visto pelo público, meu público, seja capaz de impregnar suas mentes até ao ponto em que eu seja título de um blog.

Faço isso, porque os melhores artistas só são reconhecidos após a morte. E não, a cidade dos sonhos não é Hollywood.

Diana.

17.8.06

Anjos existem!

Num grau ímpar de abstração, aqueles seres viram anjos cor de terra, anjos que vinham do chão.

Mas anjos vêm do chão? E que cor é essa? Não seriam cor de luz?

Pontos de interrogação dividiram espaço com os seres e os anjos. Esses próprios pontos que identificaram carne nas asas dos anjos cor de terra.

Foi aí que resolvi ser anjo também. Fechei os olhos e imaginei asas brancas sujas de terra. Elas nasceram nas minhas costas. Ninguém as vê e eu só posso voar se fechar os olhos.

Descobri que várias pessoas fazem isso. Mas aí já é outra história: escreverei para elas...

14.8.06

Sobre nós.

Eu tava pensando esses dias sobre nós.

Faz tempo que não desato aquele da minha pulseira marrom. Se ela fosse nova eu certamente desataria.

E aquele que se formou na embolação dos cordãozinhos dourados? Só não desato porque não uso.

E o nó da cabeça? Por que eu não desato?

...

Ficou cego.

9.8.06

Na língua de quem entende.

Meia noite. Tudo o que era possível ser dito pelo telefone localizado na sala foi expresso.

Mas os pensamentos carregados de desejos contidos chegam ao quarto, cada qual em seu quarto. Não é preciso mesmo dizer nada. Os amantes são assim: capazes de sentir o outro apesar da distância.

Os corpos se encontram em mãos minimamente imaginárias, sorrisos reais, suspiros sensuais. A energia desses momentos voa para onde se quer estar e o ápice dá origem ao sol noturno, esse que deixa o corpo e tudo ao redor em chamas.

Dormem juntos e acordam separados.

Se encontram...

Se olham...

Se beijam...

E foi no decorrer desse beijo que esse momento foi contado.

7.8.06

Orvalho de rocha.

E foi numa dessas histórias contadas, das muitas histórias contadas, que as lágrimas conseqüentes me atingiram.

Aquela mulher, linda mulher, forte mulher, lembrava do dia em que olhos brilhantes se apagaram. Lembrava-se da despedida, do fim que não acabou no coração.

Outros fins virão, ela sabe. Mas o mais bonito, é que para ela, o fim dos risos de rabo valem tanto quanto o fim dos risos de boca.

Esta moça, linda moça, forte moça, lembrou suas origens e entendeu de onde vem tanta sensibilidade.

Acha que quando virar mulher sem ter traços de moça, isso também será expresso com mais seriedade, como rocha que segura a casa porque esse é o seu papel.

Papéis a parte, foi lindo ver a mulher chorar.

2.8.06

TPM - Texto Pré - Maturidade

Olheiras profundas tomam conta do entorno dos meus olhos. Que bonito! Esse contorno escuro deixa os minhas jabuticabas ainda mais brilhantes.

Percebo uma barriga crescendo. Que bonito! Não é só a barriga que cresce! Já sinto minha bunda maior!

E o colo cheio de espinhas? Lindas espinhas, são marcas do meu esforço (fico assim sob tensão)!

Agora, mais bonitas mesmo são as minhas unhas! Pelo menos a cutícula tá ali pra proteger e estão sem esmalte pra manchar.

E o que falar da palidez da minha beleza latina (rs!)? Ainda bem que existe blush (o símbolo de uma vaidade ainda existente)!

E esse texto?

Sem comentários!

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