27.12.06

Ainda Bem!


"Ainda bem,
Que você vive comigo
Por que senão,
Como seria essa vida:
Sei lá, sei lá.

Nos dias frios
Em que nós estamos juntos
Nos abraçamos
Sobre o nosso conforto
De amar, de amar.


Se há dores, tudo fica mais fácil,
Seu rosto silencia e faz parar.
As flores que me mandam são fatos,
O nosso cuidado e entrega.
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão.
Meu corpo sem o seu, uma parte
Seria um acaso e não sorte.

Entre tantos outros,
Entre tantos séculos,
Que sorte a nossa, em...
Entre tantas paixões,
Nosso encontro nós dois,
Esse amor."

(Porque tem gente que já tá aqui quando a gente nasce e outro tipo de gente que a gente reencontra no caminho. Todos são importantes, mas vicia mais aquele por quem se tem PAIXÃO).


25.12.06

Natal?

Tão dizendo por aí, e não foi só a Lu que disse, que Papai Noel não presta muito não. Que ele é, digamos, volúvel. Já foi azul e agora é vermelho porque gostou muito de tomar coca-cola.

Tão dizendo também que ele cospe nos pobres e presenteia os ricos. E tem criança chorando agora porque durante a noite ele não trouxe o que foi pedido.

Meu avô, por exemplo, diz que o Papai Noel é símbolo de falsidade e que tem gente se endividando pra dar presente e aparecer pra todo mundo. Ao mesmo tempo, ele disse que Deus fez um mundo com contrastes e que tem um mistério lindo nisso.

Eu, que gosto de encarnar o Papai Noel, só me defendo dizendo que faço tudo por amor. Mas não vou deixar de usar azul no próximo Natal, acho que combina mais com o Menino Jesus.

23.12.06

Escrevia escrevendo.

Eu sempre fui dessas moças espertas, atentas a tudo. Sempre andei com ar de quem sabe tudo, de quem conquista tudo, de quem deseja tudo.

Mas às vezes eu parecia voar em pensamentos voltados pro mar. Me encantava com urubus e com todos os animais que podiam voar. Eu queria voar também.

Era nessas horas que eu lembrava que o céu não era meu e que eu não sabia de tudo, que eu não enxergava tudo, afinal, é do céu que tudo se vê.

De qualquer forma, eu continuo aqui, altiva, observadora e dominadora no mundo. Porque se eu tô aqui, quero ele todo pra mim.

21.12.06

Arte e verdade.

Musas são nomeadas por seus artistas e não por seus rascunhos. Não são nomeadas por traços comuns, por projetos de traços, por bolas de papel.

Musas são aquelas que entram ainda sem traço nas idéias daqueles que as tomam como criatura. Nunca foram rascunho. Nunca foram projeto. Sempre foram musas.

12.12.06

JE - ! -TO

Mexeram no mundo de um jeito que o jeito virou palavra com hiato, essas mesmas que criam ponte sem começo e sem fim pra separar o que está no meio, na solidão com tom mais alto, na solidão com mais destaque.

Eu tava pensando nisso olhando as coisas por aí. Lembrei que, para mim, descobrir hiato só era fácil batendo palma. Eu acertava na prova, mas achava-os metidos demais pra mim. Eu gostava dos ditongos e do som daqueles irmãos. Era contínuo aquele som feito de dois. Era música sem desafino.

Compara só o jei-to e o je-i-to!

5.12.06

Explode!

Bonitas são essas paixões que duram várias quatro estações. Não, não tô falando de amor, porque como o sexo oposto isso só não basta.

Tô falando daquela coisa que começa no umbigo e percorre o corpo todo. Daqueles calafrios que vêm calafriando desde o dedão do pé quando a gente pensa na pele do outro. Dessa coisa que esfria e depois esquenta, esquenta com o ésse puxado que parece que só eu falo aqui no Rio.

E a saudade? Essa que forma bico na boca quando ele (você) vai embora?

E a nova palpitação ansiosa de quem quer contar coisa nova??

Quando as coisas velhas são novas. Quando todo dia é o primeiro. Quando todo dia é dia primeiro. Quando é o primeiro dia.

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