Olhou a palma da mão direita tentando enxergar o destino que ela mesma traçava.
Teve a impressão de que aquilo poderia mesmo ser verdade e se assustou com a quantidade de ramificações e nós desenhados.
Num outro dia, machucou a mão durante um momento feliz e percebeu a marca que ficou.
Suspirou o suspiro dos prazeres da vida e resolveu olhar a sola do pé.
22.2.07
11.2.07
Sem título.
Então chegaram os dias em que o vermelho vivo virou tijolo.
Em dias assim, as palavras ficam tão contidas quanto essa cor. Não saem porque tem cinza junto e se não é cinza, é cor que tira o brilho - eu ainda não sei ao certo que cor é essa.
Para quem precisa do que é radiante e intenso demais, essa situação é um passo pra escuridão, pros olhos que não choram por fora, pra boca que não abre, pro coração que fecha a porta.
Porque se não é intenso é escuro. Já se sabe que a dor maior é aquela que não sai pelos poros.
Em dias assim, as palavras ficam tão contidas quanto essa cor. Não saem porque tem cinza junto e se não é cinza, é cor que tira o brilho - eu ainda não sei ao certo que cor é essa.
Para quem precisa do que é radiante e intenso demais, essa situação é um passo pra escuridão, pros olhos que não choram por fora, pra boca que não abre, pro coração que fecha a porta.
Porque se não é intenso é escuro. Já se sabe que a dor maior é aquela que não sai pelos poros.
10.2.07
Em processo de digestão.
Viu a Terra sangrando e não gostou.
Viu a faca cortando e fechou os olhos.
Culpou quem a levou para assistir tudo aquilo.
Ficou pensando tonta como a vida deveria ser. Como o homem deveria ser?
Lembrou que também é homem, desses que pensam demais até pra fazer merda, que aduba ou destrói a terra.
Viu a faca cortando e fechou os olhos.
Culpou quem a levou para assistir tudo aquilo.
Ficou pensando tonta como a vida deveria ser. Como o homem deveria ser?
Lembrou que também é homem, desses que pensam demais até pra fazer merda, que aduba ou destrói a terra.
1.2.07
Gerberei.
Largada no solo de pedras humanas. Pisoteada. Amassada. Despedaçada.
Era esse o estado daquilo que de tão feliz era laranja.
Era essa a condição da flor caída do cesto, esquecida por todos, como que por seleção natural.
Quando olhei, achei que era mau presságio, desses que dizem - assim como é bom ver borboleta branca.
Mais tarde, eu caí quase que nem ela. E eu quedava-me lembrando-me dela,
Que continuou brilhando no chão.
Era esse o estado daquilo que de tão feliz era laranja.
Era essa a condição da flor caída do cesto, esquecida por todos, como que por seleção natural.
Quando olhei, achei que era mau presságio, desses que dizem - assim como é bom ver borboleta branca.
Mais tarde, eu caí quase que nem ela. E eu quedava-me lembrando-me dela,
Que continuou brilhando no chão.
Gerberei.
Largada no solo de pedras humanas. Pisoteada. Amassada. Despedaçada.
Era esse o estado daquilo que de tão feliz era laranja.
Era essa a condição da flor caída do cesto, esquecida por todos, como que por seleção natural.
Quando olhei, achei que era mau presságio, desses que dizem - assim como é bom ver borboleta branca.
Mais tarde, eu caí quase que nem ela. E eu quedava-me lembrando-me dela,
Que continuou brilhando no chão.
Era esse o estado daquilo que de tão feliz era laranja.
Era essa a condição da flor caída do cesto, esquecida por todos, como que por seleção natural.
Quando olhei, achei que era mau presságio, desses que dizem - assim como é bom ver borboleta branca.
Mais tarde, eu caí quase que nem ela. E eu quedava-me lembrando-me dela,
Que continuou brilhando no chão.
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