Queria texto que dissesse que "Não é físico. É real", mas não virou realidade física essa coisa que veio de dentro. Essa frase que veio da cachola da alma. Da alma, repito.
Deve ser porque essas coisas de alma são inatingíveis. São coisas que explodem, mas não se pode descrever o barulho e nem o estrago em forma de arte que fazem. Mesmo que virem esculturas, ainda assim serão vistas somente pelos olhos da alma e, novamente, serão descritas como coisas que explodem, mas não se pode descrever o barulho.
Sentem somente aqueles que usam o verbo explodir. Emocionar, impactar, mexer ou qualquer outro, não comportam o sentido que esse tem. Explodir não tem descrição e às vezes nem tem barulho.
Voltar ao concreto não é válido. Não é isso. É real.
25.3.07
22.3.07
História de dentro
É de instrospecção que ele sofre quando diz que é falta de ritmo, falta desse ritmo que o mundo tem.
Mesmo com pés grandes e passos largos, naquele dia, não chegou. Não chegou naquele dia, porque não era simples o dia, era o dia dele.
O relógio parou - como só pára em ocasiões especiais. Sentiu-se lisongeado e ponto. Ponto do jeito que faz ponto por dentro e não por fora.
Se fechou no mundo de quatro paredes de grandeza infinita. Ouviu músicas e sons parecidos com música enquanto andava pelo centro da cidade. Não via carros e nem respirava o mesmo ar da gente apressada. Achou que estava morto o moço sem ritmo, tamanho destaque da multidão em tela pra ele.
Do mundo em tela pra ele.
Dormiu o sono longo de vinte minutos que a instrospecção oferece. Acordou como se chegasse de uma viagem. Olhou os ponteiros do relógio: estava atrasado de novo.
Mesmo com pés grandes e passos largos, naquele dia, não chegou. Não chegou naquele dia, porque não era simples o dia, era o dia dele.
O relógio parou - como só pára em ocasiões especiais. Sentiu-se lisongeado e ponto. Ponto do jeito que faz ponto por dentro e não por fora.
Se fechou no mundo de quatro paredes de grandeza infinita. Ouviu músicas e sons parecidos com música enquanto andava pelo centro da cidade. Não via carros e nem respirava o mesmo ar da gente apressada. Achou que estava morto o moço sem ritmo, tamanho destaque da multidão em tela pra ele.
Do mundo em tela pra ele.
Dormiu o sono longo de vinte minutos que a instrospecção oferece. Acordou como se chegasse de uma viagem. Olhou os ponteiros do relógio: estava atrasado de novo.
6.3.07
O título se faz gritando.
É falta de poder essa coisa de palavra engasgada.
Só pode um pouco essa menina.
Só pode falar em silêncio e vestir cor de luto. Luto por aqueles que ela nunca conheceu.
Só pode conhecer quem tem poder, essa menina!
Talvez seja bom pra ela esse negócio de ter pouco de brilho.Pouco desse brilho que só Deus tem.
Com a revolta de dentro, seria o diabo essa menina...
Mas ela não se convence não. E avisa que não é só uma menina.
Porque um é número cardinal que acompanha outros na linha da vida.
Só pode um pouco essa menina.
Só pode falar em silêncio e vestir cor de luto. Luto por aqueles que ela nunca conheceu.
Só pode conhecer quem tem poder, essa menina!
Talvez seja bom pra ela esse negócio de ter pouco de brilho.Pouco desse brilho que só Deus tem.
Com a revolta de dentro, seria o diabo essa menina...
Mas ela não se convence não. E avisa que não é só uma menina.
Porque um é número cardinal que acompanha outros na linha da vida.
1.3.07
Quinhentos e quinze dias.
Se você pudesse ver agora, agora mesmo, esse rosto visto há poucos grandes minutos, veria aquilo que foi sonhado desde as horas mais incontáveis.
Veria nos olhos o reflexo daquilo que se sonha, daquilo que se é - e com mais brilho.
Só pelos olhos, permanentes apesar do tempo (indeterminado) que se enxerga o indizível que tenta ser explicado: realização, intensidade, companheirismo,história, futuro, paixão, superação, beleza, tesão, sonhos, carinho... (e um tanto de profundidade indizível).
Explode no olhar aquilo que vem de dentro. O que vem de dentro é felicidade.
Veria nos olhos o reflexo daquilo que se sonha, daquilo que se é - e com mais brilho.
Só pelos olhos, permanentes apesar do tempo (indeterminado) que se enxerga o indizível que tenta ser explicado: realização, intensidade, companheirismo,história, futuro, paixão, superação, beleza, tesão, sonhos, carinho... (e um tanto de profundidade indizível).
Explode no olhar aquilo que vem de dentro. O que vem de dentro é felicidade.
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