19.10.07

Toda reta é uma curva.

Guardei numa caixa feita de vento todos aqueles pensamentos miseráveis. A caixa, que já era vento, se foi.
Era uma caixa quadrada, dessas em que os pensamentos encontram quinas, e por isso têm dificuldade para fluírem.
A vida é cíclica, é redonda, é leve.
Ainda bem que caixas quadradas são feitas de vento.

16.10.07

Chão duro é chão de sempre. É nele que se pisa, caminha e faz caminho - e é nisso que ele ganha valor.
Eu queria mesmo era voar. Mas só queria por agora. Só por agora.

7.10.07

Voando dentro de mim.

Nasci com coração tatuado no braço esquerdo e fiquei pensando se isso era algum sinal de que meu destino é viver assim mesmo, mergulhada no tum-tum das coisas da vida, apaixonada por cada segundo, mesmo que toda essa paixão se reflita na irritação de quem dá tudo de si para que cada projeto seja um projeto bem concluído.

Nasci com coração tatuado no braço esquerdo e tatuei borboleta escondida pra me lembrar que minhas paixões são escolhas minhas e as escolho com liberdade de espírito, aceitando o sacrífico de ser lagarta-pesada-quase-rastejante para voar leve depois. Há liberdade no sacríficio, na transformação e na leveza do voar. E nisso tudo há tum-tum que mexe com a alma dos outros e faz tudo ficar mais azul - um azul com tum-tum, mostrando que isso não é tarefa só do vermelho-laranja.

E no correr desses pensamentos, senti que não estava mais no mundo de fora, mas perdida nesse mundão dentro de mim. Não vi quem saiu agora nem quem tocou aqui.

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