Foi ano de trabalho, estudo, construção.
Foi ano de mudanças, muitas mudanças, superação.
Ano cheio de esperança, força, cansaço, descobertas, confusão.
Muita saúde, vitalidade, força de vontade, sonhos, aprendizado, ambição.
Família unida, anjos no caminho, aventuras, novos ares, abertura, exposição.
Bons amigos, pouco tempo, alguns quilos a mais, cafeína, dinamismo e realização.
2008 foi ano escrito em degraus feitos de pedras bonitas, consistentes, encaixadas. Com gratidão (muita gratidão à Deus), pintei todas essas pedras com as cores mais vivas e, para finalizar, soprarei purpurina quando for meia noite, para que 2009 já venha assim, brilhante.
Amém.
31.12.08
29.12.08
Dessas coisas que caem no colo da gente.
"Não sabes moderar os teus desgostos, e rapidamente esqueces o tempo que levam as penas e prazeres. Cada instante que passa, por novo que seja, leva parte de ti mesmo, e todas as coisas acabam entrando no abismo do passado. Reflita bem sobre isto e goza das vantagens que tens hoje, mas não se apegue a nada. A grande sorte que te espera depende de uma conduta desprendida. Perderás um bem, mas as qualidades do teu coração te indenizarão as perdas. Não terás doenças e gozarás um dia da realização de teus desejos. Por fim chegarás, através do trabalho, ao lugar que desejas. Daí em diante a prosperidade há de te seguir por toda a parte."
28.12.08
Aonde tenha sol, é pra lá que eu vou.

Onde está o sol, não há a prisão da culpa.
Não há regras para convivência, ou uniforme de boa educação.
Onde está o sol, existe o sim e o não. Tudo o que está no meio abre espaço para o cinza de dias nublados.
O sol é claro, forte, convicto. É astro do novo ano e é, portanto, esperança para os próximos dias.
***
Da mesma maneira, o sol é clichê: palavra usada para vários trechos de poesias e pensamentos populares. Sim, é possível encontrar essas citações em "filmes baratos". Tira-se disso que, de tanto pompar vida e pensamentos, suja-se o que há de mais simples, o que há de mais claro nos sentimentos.
Quando chegamos aqui, o sol já estava, magnifíco e bem no alto. Ele é a própria manifestação do amor.
Que venha o novo ano, a nova vida, o novo modo de vida. Ano amarelo, vermelho, laranja. Ano com as cores da minha alma.
Não há regras para convivência, ou uniforme de boa educação.
Onde está o sol, existe o sim e o não. Tudo o que está no meio abre espaço para o cinza de dias nublados.
O sol é claro, forte, convicto. É astro do novo ano e é, portanto, esperança para os próximos dias.
***
Da mesma maneira, o sol é clichê: palavra usada para vários trechos de poesias e pensamentos populares. Sim, é possível encontrar essas citações em "filmes baratos". Tira-se disso que, de tanto pompar vida e pensamentos, suja-se o que há de mais simples, o que há de mais claro nos sentimentos.
Quando chegamos aqui, o sol já estava, magnifíco e bem no alto. Ele é a própria manifestação do amor.
Que venha o novo ano, a nova vida, o novo modo de vida. Ano amarelo, vermelho, laranja. Ano com as cores da minha alma.
27.12.08
Escreve os pensamentos de menina que abrem os poros e contagiam a imaginação. Pensamento cor de Barbie, quase purpurina lilás que encobre as nuvens cor de rosa.
Fala de coração, estrelas e borboletas. Complementa descrevendo o que tem no pote que está no fim do arco-íris
E canta. Canta as canções sertanejas que doem nos cotovelos apaixonados e te fazem sonhar com portais feitos de gérberas.
Sonha esse sonho de quinze minutos e enxerga o tédio de tudo isso.
Se entrega a esbórnia, às paixões passageiras, ao olhar com piores intenções. Entra no poço sem fundo da busca pelo prazer, pelo enaltecer do ego. A cor vermelha, o ritmo batucado, o suor, a confusão.
Sonha esse sonho de quinze minutos e enxerga o tédio de tudo isso.
E no fim, sai da superfície e vive a realidade. Aceita que felicidade não se busca: tá naquele mandamento entediante que diz que ela tá dentro da gente.
Fala de coração, estrelas e borboletas. Complementa descrevendo o que tem no pote que está no fim do arco-íris
E canta. Canta as canções sertanejas que doem nos cotovelos apaixonados e te fazem sonhar com portais feitos de gérberas.
Sonha esse sonho de quinze minutos e enxerga o tédio de tudo isso.
Se entrega a esbórnia, às paixões passageiras, ao olhar com piores intenções. Entra no poço sem fundo da busca pelo prazer, pelo enaltecer do ego. A cor vermelha, o ritmo batucado, o suor, a confusão.
Sonha esse sonho de quinze minutos e enxerga o tédio de tudo isso.
E no fim, sai da superfície e vive a realidade. Aceita que felicidade não se busca: tá naquele mandamento entediante que diz que ela tá dentro da gente.
25.12.08
Natal de Laços.

É Natal na casa dos vôs, todos eles que ainda estão por aqui.
É Natal com presente na árvore, cartões carinhosos, bacalhau e pudim da vó, estréia da dose de wisky 12 anos com o vô.
É Natal com reecontro com gente querida, papos cheios de lembranças, carinho apertado no peito (conhece aquela sensação de amor que fica preso no peito por falta de palavras eficientes? Desses, que não podem ser expressos pela língua dos homens?).
É Natal com espírito de renovação.
É Natal com família inteira unida, brilho nos olhos, show do Roberto no final.
Natal com lágrimas ao escrever.
Graças a Deus.
22.12.08
Trio.
Defini que trevo bom é trevo de verdade, que respeita a essência de ser formado por três. Por que daria sorte o que é raro, o que é feito de quatro? O antipático, o antinatural? Identifico-me com trevos: além de verdes e vivos, criam-se em qualquer canteiro, coletivamente. São populares em forma de três e amam o roçar dos focinhos vira-latas. São falantes como todos aqueles que possuem o três na alma. E sim, falam com qualquer pessoa com espírito vira-lata. Tornei-me trevo com trindade: coração, borboleta e trevo. Trevo de três - com lingua que bate no céu da boca, ao som de samba.
21.12.08
Solstício de Verão

No dia mais claro do ano, quando o sol sente preguiça e dá uma cochilada maior sobre a terra, a impressão é mesmo de que é ele quem se move.
É poético que o movimento venha do astro amarelo, quente, intenso; sendo a Terra espelho d'água para tamanha majestade.
Como estrela preguiçosa, com menos luz, adormeci. Acordei com barulho de chuva forte e raios que me envolviam: eram espelhos d'água mostrando a que vieram.
14.12.08
Do tamanho do mundo.
Perde o contato com o mundo e se encara.
Olha no espelho e se joga.
Encontre o caminho e não erre.
Levanta.
Empina o nariz e seduz o mundo.
Esse mundo que sempre foi tão seu.
Escreve. Com imperativo incorreto, nas linhas sem julgamento.
Olha no espelho e se joga.
Encontre o caminho e não erre.
Levanta.
Empina o nariz e seduz o mundo.
Esse mundo que sempre foi tão seu.
Escreve. Com imperativo incorreto, nas linhas sem julgamento.
10.12.08
Cantando em voz alta, gritando.
Nunca viram ninguém triste?
Por que não me deixam em paz?
As guerras são tão tristes
E não tem nada demais
Me deixem, bicho acuado
Por um inimigo imaginário
Correndo atrás dos carros
Como um cachorro otário
Me deixem, ataque equivocado
Por um falso alarme
Quebrando objetos inúteis
Como quem leva uma topada
Me deixem amolar e esmurrar
A faca cega, cega da paixão
E dar tiros a esmo e ferir
O mesmo cego coração
Não escondam suas crianças
Nem chamem o síndico
Nem chamem a polícia
Nem chamem o hospício, não
Eu não posso causar mal nenhum
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim
(Mal Nenhum. Cazuza e Lobão)
Por que não me deixam em paz?
As guerras são tão tristes
E não tem nada demais
Me deixem, bicho acuado
Por um inimigo imaginário
Correndo atrás dos carros
Como um cachorro otário
Me deixem, ataque equivocado
Por um falso alarme
Quebrando objetos inúteis
Como quem leva uma topada
Me deixem amolar e esmurrar
A faca cega, cega da paixão
E dar tiros a esmo e ferir
O mesmo cego coração
Não escondam suas crianças
Nem chamem o síndico
Nem chamem a polícia
Nem chamem o hospício, não
Eu não posso causar mal nenhum
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim
(Mal Nenhum. Cazuza e Lobão)
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