16.2.09

Queria eu encontrar em mim as palavras do Manoel.
Faltou infância no mato, fruta fresca e conversas com os caracóis.
Faltou escolha pelas letras, tão subjetivas, apesar do gosto pelos números, tão objetivos.
Faltou não acordar da primeira árvore plantada ao som do "truxe" do Sul. E da lagarta morta, que de tão laranja eu achava viva.
Manoel foi escrevendo uma vida inteira com descobertas de infância, enquanto eu vou vivendo esses dias de olhos complexos.

4 comentários:

Lu Rosário disse...

E foram estas faltas que a tornaram assim..

... nem sempre as descobertas da infâncias são tão necessárias.

Beijos!

Pablo disse...

Hermética feito o diabo.

O empírico disse...

E orvalho que se fez em gelo em árvore gelada?
Boneca bonita que se deu pra caseiro?
Pedido pra pulseira de santo, que faz morar onde quer?

Me diz menina, que é ficar achando que janela é céu?

Fabio Rocha disse...

belo belo

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