28.7.09

12.7.09

Um mundo inteiro

Do cume da montanha a gente vê o que passou. A gente vê pra quê serviu. A gente vê o que quer, o que deseja e se organiza pra conseguir.

Do cume da montanha a gente vê que a vida se faz aos pés. Aos pés da rocha, com pés humanos, pra que se torne rocha, pra que se torne humano.

A gente sobe até o pico, corajosamente encara o todo proporcionado pela altitude, e depois, corajosamente também, desce tudo de novo pra se fazer montanha.

Com visão clara. Com visão de mundo, porque mundo quer dizer limpo.

8.7.09

Não sou eu teia de aranha que faz grudar em si aquilo que resta de qualquer coisa, mas tudo o que resta insiste em grudar.
Talvez tenha eu esse colo normalmente disponível e palavras e jeito e risos e cheiro que lembram almofada velha, aconchegante, conhecida, acolhedora.
Até que um dia, aquilo que resta de qualquer coisa percebe que é hora de caminhar, de encontrar novos caminhos, de fazer a vida acontecer.
E é tanta explicação, tanta consideração, tanto medo de ofuscar o colo, as palavras e jeito e risos e cheiro que, se eu fosse mesmo a aranha dona de minha própria teia, engoliria um por um.
Não teci teia orquestrada pela vida para prender ninguém. Se tenho forças pra tecer é pela promessa de expansão, só havendo espaço para quem deseja expandir comigo, e não para quem está acomodado no colo, palavras, jeito e risos e cheiro.


Pois que não sou aranha de porcelana.

5.7.09

Impressões I

Apareceu. Apareceu como quem, de tão diferente, não consegue passar despercebido.
Apareceu modificando conceitos, trazendo pouco entendimento e muito sentimento - coisa que atrai aquele que gosta de uma vida com desafios.
E eu, tão esperta e sagaz ao lidar com desafios de ordem prática, paraliso diante de tanta emoção.
Uma entrega paralisada que de tanta imobilidade, concentra-se e explode por inteiro no interior.

1.7.09

Ativando a parte feminina do cérebro.

Depois de preto com estrelas, preto sem estrelas e da cor de merda, o Explode! agora é cor-de-rosa. Suas novas estrelas foram pintadas por mim, numa ferramenta super-moderna-e-profissional chamada Paint.

Não consegui escapar do verde-limão nos títulos: rosa com verde (limão) é uma combinação tão brega e carnavalesca quanto eu.

Pra quem não sabe, encaixar as estrelas no quadrado que delimita o espaço do título foi extremamente difícil. Por sinal, uma incoerência isso de fechar o verbo explodir rodeado de estrelas num quadrado padrão.

E mais uma observação importantíssima: para qualquer um as minhas "estrelas" são só borrões com o spray do Paint. Mas para mim, são estrelas reprimidas pelo quadrado-padrão e pela escassez de cores. Mas nada que um verde (limão) não salve.

(O título tem a ver com um teste que fiz por aí recentemente: eu tenho um cérebro misto, o que quer dizer que metade de mim é masculina e a outra metade feminina. Um cérebro hermafrodita, eu diria).

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