28.8.09

Duas luas, dois dias.

Era quinta-feira mais uma vez.
Os carros que entravam pela janela tornaram-se música.
A falta de luz virou lua.
As imagens toscas viraram filme feito de carne e osso, cheiro e beleza.

E todos aqueles pensamentos aprisionantes que recheavam as cabeças atuantes viraram nuvem dissipada (pelo menos por um momento).

Era dia em que planeta era iluminado, formando lua com clareza.

Ou ilusão bem feita.

20.8.09

Estômago transparente.

Fiz das letras pedaços transparentes de mim.

Escolho no mundo o espaço adequado para mostrar e exibir o estômago. Ele, que expressa mais que o coração as emoções sentidas. Que aperta, pula, ocupa. Que abriga borboletas, lagartixas e baratas.

Mas como eu ia dizendo, fiz das letras pedaços transparentes de mim: refletindo somente as cores que eu quero.

Agora que eu quero, ofereço novamente as borboletas brancas do meu estômago, desejando que elas façam cosquinhas no seu também.

E, se novamente, você transformá-las em merda, não me importarei. Oferecerei as minhas letras de cor marrom.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...