25.12.09

Não vou duvidar.

É sempre assim. Quando eu ouso falar do meu serviço meteorológico interno é porque virá tempestade.Eu nunca me engano.

Sabe o que ocorre? Os questionamentos que eu tanto evito começam a borbulhar dentro de mim. A agonia sobe da ponta do pé, que andava com cuidado, para região do estômago. Neste estágio, rola só um aviso: se eu não fizer nada, as bolhas atingem o coração.

Quando as bolhas estão no estômago, tudo o que eu escolher fazer ganhará ar de coisa pensada, equilibrada, madura. O problema é que nesse estágio, eu sempre escolho não fazer nada, que é melhor pensar um pouco mais, observar um pouco mais.

Pois bem. Chegou no peito. O negócio começa a explodir de uma maneira que sufoca e, mais uma vez, decido a minha vida num rompante. Assim, sem tempo verbal. Sem análises sobre passado, presente e futuro.

Mais uma vez ao Deus dará.

24.12.09

Uma hora e nove minutos.

Quando tempo toma espaço físico, tal qual fosse matéria palpável, é sinal de trovoada - isso é o que diz o chamado serviço de meteorologia interno, que uns chamam de intuição.

Quando tempo toma espaço físico, vira pedra no caminho. Todo tempo disponível não tem força pra tirar. Tempo se confunde: a vida não dá tempo para retirar pedregulhos formados de tempo.

Quando o passado é presente e almeja ser futuro, tempo é tão relativo, que pedra vira água benta.

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