13.8.11

Alimento.

É que eu tenho medo, tenho medo sim.
Que a minha profundidade seja abismo sem fim.

No meu poço tem mola, eu sei.
Mas não quero poço
Quero céu
Quero barco de papel
Quero flutuar com ardor

Quero inteiro
Quero pra sempre por agora
Quero me sentir gaivota
Com a coragem que as aves têm

Quero verdade, cumplicidade
Limite do tamanho do mundo
Quero dizer para ele
Que sou dele e de mais ninguém

E se por acaso
Minha natureza apaixonada
Me colocar em grade feita de ferrugem
Quero dizer que o que vem de dentro
É meu, sempre foi meu
E com toda liberdade
Fiz de mãos dadas nuvem
De doce algodão doce

E se salgado for
Ai meu Deus, piedade!
Eu me alimento de amor!

3 comentários:

Fabio Rocha disse...

Que lindo, amor... :)

Lu Rosário disse...

Que liiindo.. que delicadeza.. que thuco!

Gostei do novo visual por aqui.

Beijos!

Raphael Grizotte disse...

Estou virando seu fan Muito Bom Gostei

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