4.9.12

Revolução Solar (ou Poema de Aniversário)

Caranguejo que anda de lado
Nem tudo que eu sinto
Eu falo
Pele que vira escudo,
Não protege das sensações

Salva-me a lua
Tão direta e tão quente
Transforma as garras do caranguejo
Nas garras dos meus leões

Mistérios,
Abertos,
Descubro
O oculto
E busco -
A busca é o veneno do escorpião

Eu, tão seca
Tão terra
Tão fogo
Sem água
Agora num mergulho
Profundo
Na face pouco conhecida
Da minha emoção


Rebeca dos Anjos

Um comentário:

Lola disse...

Esta poesia também é profunda.
Gostei.
E fiquei por aqui...
Vem também pro meu cantinho.
Vamos partilhar poesia!

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