19.4.17

Alguma coisa morre no tempo que passa.

Um tempo sem esperança é morto,
Apesar da expectativa ser sempre apontada como algo ruim por gurus e blá blá blá.

Vou defender as expectativas,
Os sonhos,
Projeções:

Às vezes o agora pesa
E não contenta,
Passa e não sustenta
O tempo que escorre pelas mãos.

13.4.17

Após refletir, concluo: mora nos livros a  profundidade das relações.

Ler um livro não serve só para aprendermos palavras, absorvermos cultura. Ler um livro trata-se de saborear  histórias completas, exercitar a concentração, o interesse por uma história que não é a nossa, empatia.

Em tempos de redes sociais, não me surpreende a superficialidade das relações. Tudo rápido. Vários. Mais de cinco linhas cansam. Não se alcança o clímax.

Que tipo de opinião formamos sobre um fragmento de texto compartilhado com um bela imagem, quando nada sabemos sobre sua origem, contexto, conclusão?

Que tipo de relações  formamos com fragmentos?

(...)

Só sei que pretendo ser biblioteca.

(Rebeca dos Anjos)

8.4.17

Descubro Chihiro e me inspiro:

Veja a aquarela,
Cores suaves,
Crianças e flores,
Personagens que flutuam -

Lembro daquela história sobre o que é desenhar com chão;
Reflito.

Leveza, liberdade, fluidez e voo:
O despertar infantil num mundo que diz que despertar é virar adulto.

Pois fico com as cores-água, fico com os traços contentes de quem desenha sem chão.

Fico não,
Voo

Como um bebê sem fraldas,
Como uma mãe cuja face é o abraço,
Como uma tulipa maior do que o eu

Um voo sem chão e sem asas.


Rebeca dos Anjos

Imagens: Google Arts & Culture





28.2.17

Uma noite inteira passa, num instante,
Embalada pelo som de nossas vozes.

O dia de surpresa nasce:
Somos o sol um do outro,
O porto onde nossos corações descansam,
As mãos dadas nos risos ou nas lágrimas,
Apoio, colo, morada.

Bocas além dos beijos,
Línguas além de anseios,
Somos o encontro do verbo -
O mais perfeito encaixe.

Rebeca dos Anjos

Imagem: Google Arts & Culture

24.2.17

Do florescer ao fruto XIII

Agora tem todo esse amor
Que não cabe em mim

Escrevo poesias sem fim
Ao rimar teu nome
Ao te dar meu sobrenome
Ao cantar e rir

Agora toda esta energia
Dentro de mim

Te amo em vísceras
Me expando em muitas
E sinto o coração que acelera
Natural e organicamente:

As batidas deixaram de ser uma resposta ao externo,
Deixaram de ser resultado de brasas
São hoje caminhos de águas
Vivas, fluídas, leves e mágicas.


Rebeca dos Anjos

Fonte: Google Arts & Culture

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