23.1.10

Um pouco mais de paciência.

"Nós nos esquecemos de como esperar; este é um espaço quase abandonado.No entanto, ser capaz de esperar pelo momento certo é nosso maior tesouro. A existência inteira espera pelo momento certo. Até as árvores sabem disso- qual é o momento de florescer e o momento de deixar que as folhas caiam, e de erguerem nuas no céu. E as folhas novas começarão a crescer.
Nós nos esquecemos de como é esperar. Queremos tudo com pressa. Trata-se de uma grande perda para humanidade. Em silêncio e à espera, alguma coisa dentro de você vai crescendo - o seu autêntico ser. Este, que conhece os sumos eternos da vida".

21.1.10

Deixando ir.

Alguma coisa acabou. Algo está se completando. Seja o que for, isto que me ajudou a definir quem eu sou,e é agora convidado a ser deixado para trás, permitindo qualquer tristeza que surja, mas sem a tentativa de me agarrar ao que se completou.

Alguma coisa maior está esperando por mim: sei e sinto que há novas dimensões a serem descobertas. Foi ultrapassado o ponto a partir do qual não há volta. A justificativa brotou, a página virou e eu não vou resistir: como borboleta que escolhi ser, sigo o caminho da libertação.

16.1.10

Quero ser gérbera.




Elas estão sempre lá, radiantes.

Constatei isso ao fazer, depois de tempos, o caminho reto que me leva à praia. Ok, faço sempre esse caminho, mas não no horário comercial. Com preguiça pós-ladeira, e depois de andar por três quadras, com meus olhos aparentemente dispersos e verdadeiramente atentos, mirei a barraca de flores, aquela de frente pro jornaleiro, de lado pra padaria.

Eu suava e sufocava de calor neste cenário carioca - um bagaço. E elas ali,Capazes de resistirem a qualquer estação. E lindas, coloridas, vibrantes e gérberas.

8.1.10

Feliz 2010.

Enfim abri a garrafa de champagne que estava na geladeira. Minha mãe a guardou, para quando eu voltasse para casa e tivesse disposição para abri-la. Ela decidou isso após ouvir minha voz ao telefone no dia 31.

Brindamos juntas. Ao fazermos isso, ela me desejou um amor sincero. Meus olhos se encheram de lágrimas porque o amor sincero sempre esteve em mim. É isso que importa, não é? Que eu ame sinceramente, intensamente e eternamente enquanto dure. Enquanto dure.

Não espero um amor eterno. Esse, a minha mãezinha já meu deu.
" O coração pensa constantemente, isso não se pode mudar. Mas os movimentos do coração _ isto é, os pensamentos _ devem se limitar à situação de fato, ao contexto atual da vida. Todo pensar que transcende o momento apenas faz sofrer o coração".

1.1.10

Melhor assim. Melhor pra mim.

Porque existem paixões destrutivas e os amores que eu realmente desejo. Pelos últimos, esperarei.

Interessante aprender que esta espera é escudo para que a primeira opção não vire realidade.

Vida que segue.

25.12.09

Não vou duvidar.

É sempre assim. Quando eu ouso falar do meu serviço meteorológico interno é porque virá tempestade.Eu nunca me engano.

Sabe o que ocorre? Os questionamentos que eu tanto evito começam a borbulhar dentro de mim. A agonia sobe da ponta do pé, que andava com cuidado, para região do estômago. Neste estágio, rola só um aviso: se eu não fizer nada, as bolhas atingem o coração.

Quando as bolhas estão no estômago, tudo o que eu escolher fazer ganhará ar de coisa pensada, equilibrada, madura. O problema é que nesse estágio, eu sempre escolho não fazer nada, que é melhor pensar um pouco mais, observar um pouco mais.

Pois bem. Chegou no peito. O negócio começa a explodir de uma maneira que sufoca e, mais uma vez, decido a minha vida num rompante. Assim, sem tempo verbal. Sem análises sobre passado, presente e futuro.

Mais uma vez ao Deus dará.

24.12.09

Uma hora e nove minutos.

Quando tempo toma espaço físico, tal qual fosse matéria palpável, é sinal de trovoada - isso é o que diz o chamado serviço de meteorologia interno, que uns chamam de intuição.

Quando tempo toma espaço físico, vira pedra no caminho. Todo tempo disponível não tem força pra tirar. Tempo se confunde: a vida não dá tempo para retirar pedregulhos formados de tempo.

Quando o passado é presente e almeja ser futuro, tempo é tão relativo, que pedra vira água benta.