11.2.07

Sem título.

Então chegaram os dias em que o vermelho vivo virou tijolo.

Em dias assim, as palavras ficam tão contidas quanto essa cor. Não saem porque tem cinza junto e se não é cinza, é cor que tira o brilho - eu ainda não sei ao certo que cor é essa.

Para quem precisa do que é radiante e intenso demais, essa situação é um passo pra escuridão, pros olhos que não choram por fora, pra boca que não abre, pro coração que fecha a porta.

Porque se não é intenso é escuro. Já se sabe que a dor maior é aquela que não sai pelos poros.

2 comentários:

O empírico disse...

E foi com marreta que foi chegando...

Doeu um pouquinho, mas quebrou o tijolo...

5 marretadas e o tijolo em caquinhos retornou a sua qualidade de vermelho vivo.

Te amo!

Fabiano Silmes disse...

Vermelho triste à aprisionar a voz do riso...Não sei se foi isto que vc quis passar mas foi isto que ficou em mim ao ler este poema.

Abraços

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