Queria eu encontrar em mim as palavras do Manoel.
Faltou infância no mato, fruta fresca e conversas com os caracóis.
Faltou escolha pelas letras, tão subjetivas, apesar do gosto pelos números, tão objetivos.
Faltou não acordar da primeira árvore plantada ao som do "truxe" do Sul. E da lagarta morta, que de tão laranja eu achava viva.
Manoel foi escrevendo uma vida inteira com descobertas de infância, enquanto eu vou vivendo esses dias de olhos complexos.