21.3.09

Pequena.

Estava eu lá sentada na sala de espera da pediatria, aguardando uma enfermeira que me aplicasse a dolorida injeção do segundo dia. Eu e aquele monte de criança com dor de garganta, dor de dente, verme, ou indo verificar se a cabeça rachou na creche.
Por algum motivo criança gosta mesmo de mim. Fica me olhando, sorri, vem abraçar. Eu amo essa boa energia, essa coisa ingênua, aqueles olhares curiosos, mas é conhecido que me falta jeito para lidar com elas em público - levando-se em conta quem em público não é prudente brincar de cachorrinho, quicar na bola colorida e entrar mesmo de cabeça no mundo colorido. Acho que é por isso que os pequerruchos se interessam por mim: são sensíveis o suficiente para identificarem a minha essência sempre infantil.
Mas então. Estava lá na cadeira da pediatria e senti falta de ter um instinto materno. Fiquei observando as mães ao redor (várias com idade equivalente a minha) e não conseguia me enxergar naquela situação. Mais fácil era me ver chorando com medo de injeção que nem os filhotes ali presentes.
Bom, pelo menos eu entendo os pequenos de igual para igual.

2 comentários:

O empírico disse...

pq não pode entrar no mundo colorido de cabeça em público? rs

Lindo texto, sua medrosa.

Ana disse...

Também dou mais ibope com as crias que com as mães. E concordo com o Bruno: solte a franga!rs

Beijos querida!

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