1.2.14

Diálogos

Sim,
Eu perdoo qualquer ser humano
Porque, demasiado humana,
O meu teto é de vidro.

Nunca direi que nunca cometerei
Os mesmos erros daquele que errou
Porque não sei quem eu serei
Se eu for outra no futuro que se aproxima...

Repare: a estrada é tão curva e tão ampla
Que mal posso descobrir qual parte minha
Por ela passará...
Passará...

... E se serei pássara:

De qual parte minha serão feitas minhas asas que voarão na estrada adiante se eu mal sei do que são feitas agora?

(Pausa)

Só sei que pouso
Na tentativa de ser o que estou.

Rebeca dos Anjos

Um comentário:

Marco Rocca disse...

Expressivamente belo, franco. Parabéns poetisa!

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