1.5.14

Eu lia Clarice quando o tempo me roubou de mim.

Era quase ápice quando encarei minhas curvas e desentortei meu rumo, pisando sobre as minhas dúvidas, como quem pisa sobre pedras portuguesas.

Era quase outono e eu era um árvore que se despia: parecia seca, mas eu era uma promessa de flores.

Era quase o fim de um dia que não finda - eu era um quase carregado de certezas.

Rebeca dos Anjos

Um comentário:

Raquel de mello disse...

Que beleza!

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