19.5.09

Das mulheres.

Era dia de choro fácil, sem motivo triste ou ranzinza, mas choro simples, de criança mimada movida a hormônios adultos.
Dia em que a casa é o melhor lugar do mundo, assim como o edredon de infância, o calorzinho do corpo do au-au amado e as letras escritas no blog.
Dia de pedir pra mamãe fazer brigadeiro, de chorar com novela, de rir da própria sensibilidade.
Dia de ganhar cafuné, cafuné bom, que dá vontade de receber, ainda, carinho no pé.
Esse dia em que o mundo gira ao redor, mima, agrada, pra não te ver chorar.
Nesse dia de amor pra dentro, poesia na língua, silêncio nos olhos e sonhos na cabeça.
Dia que dura até o amanhã, quando o despertar traz de volta toda a razão de ser como era antes. Quando os hormônios deixam de dançar no coração delicado.

Um comentário:

Lu Rosário disse...

Estou precisando de um dia assim.

Meu choro tem se tornado cotidiano..e minha vida, um saco fundo e cheio de ar.

Beijos.

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