25.4.09

Sobre milagres.

É motivador falar de milagres. Se falamos deles é porque nossos olhos os enxergam assim e, se isso ocorre, é porque milagres estão presentes na vida.
Milagres não são extraordinários. São simples, pequenos, cotidianos. Eles estão em borboletas brancas que aparecem mesmo com chuva. Estão em beija-flor que visita a janela sem água doce. Estão em muletas, pernas tortas e esforço forte para locomoção de quem carrega um sorriso satisfeito no rosto. Estão nos velhinhos que se ajudam. Em histórias diferentes da nossa e que abrem a mente para novas possibilidades, conceitos, visões (e que por vezes até fazem os olhos enxergarem milagres).
Até existem os milagres grandiosos, e nem preciso dizer que eles são de grande importância. Penso que essa grandiosidade é necessária e dá esperança para aqueles que não estão com os olhos espertos, para aqueles que por algum motivo têm seguido a vida sem fé.
Não quero dizer que a capacidade de identificar milagres é permanente, e que assim como padronizam o bom e o mau, há de se padronizar aqueles que enxergam ou não os milagres cotidianos. Não. A maior magia dos milagres cotidianos é que a nossa alma não está disposta a vê-los constantemente. De uma hora para outra, é como se os olhos recebessem mais recursos e levassem para nossa alma todo o entendimento da importância das pequenas coisas.
É estado de graça, é felicidade sem motivo, é pureza d'alma. Talvez sejam olhos de criança que brotam na gente.

2.4.09

Sou eu quem escolhe o ritmo da música.
E se de bossa vira droga, aperto qualquer botão com o autoritarismo do dedo indicador quantas vezes se fizerem necessárias. Não durmo, não pisco, não sossego.
Pra gente não se render, é preciso teimosia.

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