28.5.06

Buracos.

E o que dizer sobre essas palavras que explodem malcheirosas de uma boca tão delicada?

E o que dizer do sangue quente que nada tem a ver com paixão? Esse mesmo sangue que altera os sentidos e enaltece os instintos inferiores, afinal.

E o que dizer das lágrimas póstumas? Choram a morte dos momentos bons que foram perdidos, enforcados pela língua felina e descontrolada. Momentos com nomes.

Como pode o ódio tomar conta tão facilmente daqueles olhos brilhantes?

Não é ódio, é medo.
E é com medo que se perde a vida.

2 comentários:

Marcelo Soli disse...

muito bonito esse texto...
amor e ódio com uma linha tênue no meio...
pois com palavras nós somos feridos e com plavras também somos curados...
beijos,menina!

O empírico disse...

Lindo isso...

palavras que explodem malcheirosas?? putz...,

(cá entre nós, é o bafo???)

hahahahahahhahahah(rindo muito)
Te amo!

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