30.5.06

Liberdade. De expressão.

E venderam pro homem a ilusão de que ele vende sua força de trabalho porque é livre pra fazer isso. E que todo seu esforço é de sua propriedade, seu trabalho é privado. Por necessidade, transforma-o em trabalho social. E é dependente desse sistema.

Não só isso. Ao cara que é dono dos meios de produção, deram o título de capitalista. Está ele lá no topo da pirâmide. Ele explora e ganha mais do que deve, mas é igualmente escravo do capital. Um escravo menos suado, mas escravo.

E eu, em fase de agregar conhecimento (capital) para tornar-me mais competitiva, estudo os estudos que tratam, dentre outras coisas, de liberdade. Não sei se serei escrava mais ou menos suada. Tanto faz. Não fui eu quem escolheu isso. É que não tem outra saída mesmo. Pelo menos não uma saída "socialmente aceita".

Acabou meu tempo então. Hora da produção de mais-valia.

(Em homenagem à época de provas, à pilha de trabalho no trabalho e ao final de semana em que namorei o Marx).

4 comentários:

O empírico disse...

Um dos textos mais tristes que vi por aqui...

Te amo, linda...

Km 15 disse...

Gostei.

Namorou o Marx, a barba atrapalhava?

ariadne disse...

Triste mesmo...

ariadne disse...

Triste mesmo...

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