Mostrando postagens com marcador erótico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador erótico. Mostrar todas as postagens

11.8.12

Pra quando você voltar



Salivo saudades
Engulo desejos
Guardando a sede
Pra quando você voltar

Escorro,
Determino:

Buscarei com a língua
A sede que eu sei guardada
Também na sua saliva

Mergulharei em ti,
Você nadará em mim

Os dois,
Tão vazios de água,
Ficaremos completos
No rio que somos
Quando com fogo
Inundamos a sala


25.10.11

Sabor Chopin




(é este o som que fazem as borboletas que moram no meu estômago)

Cócegas
Arrepios
Corridinhas ligeiras 
Nas pontas dos pés
Com pinta de arteira
Pinto
Arte
Ligeira

Chupo
 As pontas dos dedos
Disformes
E formo paixão


20.10.11

Lou-ca

Saboreio a pa-lá-vra
Com a ponta da lín-gua
Es-ta-lan-do fogo
No céu da sua boca

4.10.11

Quinze minutos

As pontas dos dedos pressionam o meio de mim. Não sou metade, mas inteira em partes. Presente recebido, presente no instante.
Percorre. No final das costas, círculos lentos e precisos.
No topo, as garras que me amansam satisfazem friamente. Arrepio.
Pontos meus são botões. De flores.

11.10.10

Sede.

Do líquido borbulhante, falou de estrelas degustáveis, provocadoras do estalar sub-sobre-intra-lingual, inspiradoras de qualquer coisa sem nome, mas transparente.

Acredita-se que o que estourou abaixo e acima dos dentes foram bolhas de sabão sabor tutti-frutti (dizem que estrelas cheiram assim).

Afirma-se que neste contexto, palavras criam asas de quem, pessoa qualquer, ávida por letras com sons desconhecidos, solta dos dedos a expressão do saber que nada sabe e sente. Sente sem pontuação que possa limitar a existência de tantas formas e cores e sentidos e sentimentos e significados e mundo e som e... catarse.

E respira. E relaxa. E goza daquilo que se é sem saber.

8.6.06

Instinto.

E na ânsia de fazer daquele o seu melhor momento (ela sempre fazia assim), espalhou ao seu redor objetos vermelhos e concentrou uma pequenina luz para dar o toque.

O momento era somente dela. Só dela. A intenção era a mesma que um leopardo tem. Os olhos que olham por baixo e as unhas que se preparam atiçam outra visão frente ao rosto de menina.

Ela deseja se lançar. Ela deseja se sentir, Ela deseja se refletir na pele de outro. Ela deseja ser desejada.

O sangue quente que já corre por todo aquele corpo, agora feroz, sai de si. E vai voltando ao poucos. E não quer voltar.

Começa a pensar no próximo ataque. O prazer egoísta sacia por pouco tempo.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...