Prendo-me à realidade.
O anseio por algo inalcançável, pelo imaginado, pelo que está longe ou pelo futuro, não é, como dizem, fonte de motivação. É fonte de angústia que inspira, mas pesa as letras e vozes que, frustradas, rimam dor.
Pouco entendo quem espera. Muitas vezes até, falta-me paciência.
Viver de "se" é suicídio. Fuga da vida em vida.
Como me cansam os tantos desenhos do que está por vir! E todos os choques ansiosos que os corpos padecem por tal loucura! E todas as oportunidades perdidas de momentos reais e inesquecíveis!
Viver de "ser" é para quem tem coragem.
Não há amanhã.
E não haverá se não existir o que há.
Rebeca dos Anjos